Felicidades & Presentes

Desejo-lhe um feliz natal com muitos presentes (não necessáriamente materiais) e que venha um ótimo ano repleto de boas oportunidades de felicidade e mudanças. Já deixei aqui o meu presente, um mini jogo de palavras, na postagem anterior a essa: O quase suícidio.

Essa é também a última postagem do ano, novas postagens só serão feitas depois de umas férias, mas estarei por aqui respondendo comentários e comentando nos blogs afora. Até o/

Boas Festas

Imagem: Vanessa Pike-Russell

O Quase suícidio



E lá estava ela, temerosa como sempre, assustando-se até com a mais sutil das brisas, nesse mundo relativo. Seu nome era Gina, ao menos era assim que o gigante a chamava, já que ela nascera muda, sendo incapaz de dizer seu próprio nome. Talvez fosse esse o motivo de ela ter tanto medo de tudo, não podendo gritar por ajuda só lhe restara viver em eterna vigília.

Gina morava na casa do gigante, mas ficava sempre pelos cantos daquele lugar assombrosamente gigantesco, considerava-os os pontos estratégicamente mais seguros e só afastava-se destes - andando grudada na parede considerando-a a melhor rota - para pegar um pouco de alimento, tão pouco que nem fazia diferença para aquele grande ser.

Como já era de se esperar, eles nunca conversaram, mas o senhor gigante sempre lhe deixava pequeninas flores, que sempre colhia cuidadosamente, na pia do banheiro. Isso lhe alegrava um pouco, mas não o suficiente para que superasse sua triste existência.

A vida é melhor se for espontânea


Fotografia: Umberto S.
Apesar de ser algo natural, esse valor - a espontaneidade - se perdeu com a criação das regras de conduta em sociedade, nas quais aqueles que não as seguem são rotuladas de mal educados, selvagens, dentre outros.

Originalmente criadas para oprimir as classe baixas, essas regras acabaram por infiltrar-se na cultura das sociedades, de tal forma como a vemos hoje. Geralmente regras informais, elas dizem o que deve e não deve ser feito para que a pessoa torne-se parte integrante da sociedade. Surpreendentemente - ou não - desde o século 18 tais normas não sofreram modificações significativas.

Como é de esperar, aqueles que não seguem a etiqueta - nome moderno para tais regras - ficam à margem de boa parte de eventos sociais por desprezo dos integrantes destes. Que, por sua vez, seguem toda uma burocracia nas mais variadas situações que se exijam o uso desse antiquado sistema de regras.

Indicação: O poder do agora



Escrito por Eckhart Tolle, este é um livro que mostra o caminho para enfraquecer e gradualmente eliminar  o controle do ego - uma espécie de doença da mente - sobre nós, que consequentemente nos tornaremos pessoas mais conscientes e presentes (de nós mesmos). Obtendo assim, a iluminação espiritual ou - como a chamam no oriente - fim da dor e do sofrimento, ou ainda morte egóica.

Com uma linguagem simples, o livro é um guia em forma de questionário - perguntas e respostas - no qual o autor nos conta brevemente como teve seu primeiro contato com o poder do agora  e nos instrui rumo ao despertar da Presença.

A Presença vive em todos, guardada nas profundezas de nosso ser, do nosso real ser. Essa presença é o que temos de mais valioso - o poder para mudar a nossa vida, não amanhã e nem depois, mas agora onde tudo acontece e sempre irá acontecer.

Mundo burocrático


Feito por mim com texturas de adampadam, Romany WG e Angela Wolf.
 
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